A terceirização está presente em praticamente todos os lugares.
Hospitais, escolas, empresas, condomínios, indústrias, repartições públicas, aeroportos, centros comerciais e as próprias cidades dependem diariamente de serviços executados por empresas especializadas.
Limpeza e conservação, segurança, portaria, recepção, controle de acesso, alimentação, manutenção, logística, limpeza urbana, gestão de resíduos e apoio administrativo são alguns exemplos.
Mas a importância desse universo deixa de ser apenas uma percepção quando observamos os números do mercado de trabalho brasileiro.
SERVIÇOS GANHAM ESPAÇO NA GERAÇÃO DE EMPREGOS
Os dados oficiais ajudam a dimensionar essa transformação.
Em 2024, o Brasil encerrou o ano com saldo positivo de aproximadamente 1,69 milhão de empregos formais.
Ainda em novembro daquele ano, o setor de Serviços já acumulava mais de 1,18 milhão de novos postos de trabalho, demonstrando sua importância na geração de oportunidades.
Dois anos depois, a tendência permanece.
No primeiro semestre de 2026, o Brasil criou 921.645 empregos formais.
Desse total, 571.926 foram gerados pelo setor de Serviços.
Isso significa que aproximadamente 62% do saldo de novos empregos formais do país naquele período estava concentrado em Serviços.
Em junho de 2026, o Brasil já registrava mais de 48 milhões de vínculos formais de trabalho ativos.
É importante fazer uma distinção: o setor de Serviços é muito mais amplo do que a terceirização. Entretanto, dentro dele estão diversas atividades diretamente relacionadas ao universo das empresas prestadoras de serviços.
E os próprios dados mostram a força dessas atividades.
Em maio de 2026, por exemplo, entre os destaques na criação de empregos estavam as Atividades Administrativas e Serviços Complementares, com saldo positivo de 11.413 postos de trabalho somente naquele mês.
DE PRESTADOR DE SERVIÇOS A PARCEIRO ESTRATÉGICO
Os números acompanham uma mudança que vem acontecendo há anos.
A terceirização deixou de ser vista exclusivamente como uma alternativa para reduzir custos.
Hoje, contratar uma empresa especializada pode significar incorporar conhecimento, tecnologia, equipamentos, treinamento, gestão e processos desenvolvidos especificamente para determinada atividade.
Essa transformação também aumentou as exigências sobre as próprias prestadoras.
Empresas que desejam permanecer competitivas precisam investir continuamente em tecnologia, capacitação profissional, segurança do trabalho, sustentabilidade, equipamentos e gestão.
Precisam ainda acompanhar mudanças trabalhistas, tributárias, contábeis e regulatórias.
O mercado cresceu, mas também se tornou muito mais exigente.
OS NÚMEROS REPRESENTAM PESSOAS
Existe, entretanto, outro lado dessa evolução que a APREST considera fundamental.
Por trás dos números existem trabalhadores.
São profissionais da limpeza e conservação, recepcionistas, controladores de acesso, porteiros, vigilantes, copeiras e copeiros, zeladores, trabalhadores da limpeza urbana, manutenção e tantos outros.
Muitos deles são justamente os personagens que a APREST vem apresentando na série “Os Invisíveis Essenciais”.
Profissionais que muitas vezes passam despercebidos, mas cuja ausência seria imediatamente percebida.
A evolução da terceirização, portanto, precisa ser medida não somente pelo crescimento das empresas ou pela quantidade de contratos conquistados.
Precisa também ser acompanhada pela qualificação, segurança e valorização de quem executa esses serviços.
CONTRATAR BEM TAMBÉM FAZ PARTE DESSA EVOLUÇÃO
O crescimento do setor aumenta também a responsabilidade de quem contrata.
Preço continua sendo importante, mas não pode ser o único critério.
Capacidade operacional, experiência, cumprimento das obrigações trabalhistas, treinamento, tecnologia, segurança e qualidade precisam fazer parte da avaliação.
Uma contratação responsável protege o contratante, fortalece empresas sérias e, principalmente, contribui para proteger os trabalhadores.
Para Gilmar Argenta, Presidente e Fundador da APREST, os números ajudam a demonstrar algo que já pode ser observado diariamente:
“Quando olhamos para hospitais, empresas, condomínios, repartições públicas e para nossas próprias cidades, encontramos trabalhadores terceirizados em atividades fundamentais. Os números mostram a dimensão econômica dos serviços, mas precisamos lembrar que, por trás de cada número, existe um trabalhador e uma família. Crescimento precisa vir acompanhado de qualificação, responsabilidade e valorização profissional.”
UM MERCADO QUE CONTINUA SE TRANSFORMANDO
A comparação entre diferentes períodos mostra que os Serviços permanecem como uma importante fonte de geração de empregos no Brasil.
Em 2024, o país registrou forte expansão do emprego formal no setor.
Em 2025, essa participação continuou relevante.
E, no primeiro semestre de 2026, mais de seis em cada dez novos postos formais gerados no Brasil vieram do setor de Serviços.
A terceirização faz parte desse universo e acompanha sua transformação.
Mais tecnologia.
Mais especialização.
Mais capacitação.
Mais exigência.
E também maior responsabilidade.
Porque o futuro da terceirização não depende apenas de ampliar contratos.
Depende de construir um setor cada vez mais profissional, eficiente e competitivo — sem perder de vista as pessoas que fazem tudo isso acontecer.
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