Responsável pela coleta, transporte, tratamento e destinação ambientalmente adequada de resíduos em uma extensa área da capital, a Ecourbis reúne milhares de trabalhadores em uma operação diária fundamental para a saúde pública, a qualidade de vida e a preservação ambiental.
Em uma cidade das dimensões de São Paulo, poucas atividades estão tão presentes na rotina da população — e, ao mesmo tempo, são tão pouco percebidas quando funcionam adequadamente — quanto a coleta e a gestão dos resíduos.
Todos os dias, enquanto milhões de paulistanos trabalham, estudam, circulam pela cidade e retornam para suas casas, uma enorme estrutura operacional entra em movimento para recolher aquilo que a sociedade descarta e encaminhá-lo para tratamento, reciclagem ou destinação ambientalmente adequada.
Na região Sudeste da capital, parte fundamental dessa missão é realizada pela Ecourbis Ambiental, concessionária responsável pelos serviços de coleta, transporte, tratamento e destinação de resíduos domiciliares, materiais recicláveis e resíduos provenientes dos serviços de saúde.
A empresa atende toda a Zona Sul e grande parte da Zona Leste, alcançando 19 das 32 subprefeituras da cidade e mais de 6 milhões de pessoas. Sua estrutura reúne mais de 3.500 colaboradores e aproximadamente 450 equipamentos, entre caminhões compactadores, furgões e veículos específicos para resíduos dos serviços de saúde. Segundo a própria Ecourbis, sua operação retira diariamente das ruas mais de 7 mil toneladas de resíduos.
São números que ajudam a dimensionar uma atividade que não pode parar.
Muito além do caminhão de coleta
Para a maior parte da população, o contato mais visível com o sistema ocorre quando o caminhão passa pela rua.
Mas a gestão dos resíduos começa antes e continua muito depois desse momento.
A operação envolve motoristas, coletores, equipes operacionais, profissionais das unidades de tratamento e triagem, trabalhadores responsáveis pelo transporte e transbordo, manutenção, apoio técnico, segurança e inúmeras outras funções indispensáveis para que os resíduos percorram corretamente todas as etapas de sua destinação.
A coleta domiciliar convencional, por exemplo, utiliza equipes formadas por motorista e coletores, seguindo frequências e períodos previamente estabelecidos.
Em áreas onde caminhões convencionais encontram dificuldades de acesso, existe ainda um trabalho especialmente importante.
A Ecourbis realiza coleta em mais de 80 comunidades das zonas Sul e Leste, utilizando coletores que percorrem ruas estreitas e locais inacessíveis aos caminhões, fazendo o recolhimento porta a porta e transportando os resíduos até pontos onde os veículos compactadores conseguem chegar.
Parte desses profissionais é contratada nas próprias comunidades atendidas. Além de garantir o serviço à população, essa modalidade contribui para evitar que resíduos sejam descartados em áreas verdes e córregos.
É um exemplo concreto de como limpeza urbana, inclusão, saúde pública e proteção ambiental estão diretamente relacionadas.
Coleta seletiva: transformar descarte em oportunidade
Outro componente essencial desse sistema é a coleta seletiva.
Papel, papelão, plástico, vidro e metais, quando separados corretamente, deixam de ocupar espaço destinado aos rejeitos e podem retornar às cadeias produtivas.
Na área atendida pela Ecourbis, os materiais recicláveis recolhidos são encaminhados às centrais de triagem cadastradas pela Prefeitura.
Os números da cidade demonstram a importância crescente dessa atividade. Dados divulgados pela SP Regula mostram que a coleta seletiva realizada pelas duas concessionárias da capital — Ecourbis e Loga — passou de 72,4 mil toneladas em 2023 para 92 mil toneladas em 2024, crescimento de aproximadamente 27%. Em 2025, foram 93.389,05 toneladas, e somente no primeiro trimestre de 2026 já haviam sido recolhidas mais de 30 mil toneladas de recicláveis.
Cada tonelada corretamente separada representa também uma oportunidade de reduzir desperdícios e estimular uma relação mais responsável entre consumo, descarte e reaproveitamento.
Uma infraestrutura ambiental que a cidade nem sempre vê
A atuação da Ecourbis não termina com o recolhimento dos sacos colocados nas calçadas.
A empresa implantou e opera o Aterro Sanitário CTL, administra a Central Mecanizada de Triagem Carolina Maria de Jesus, a Unidade de Tratamento de Resíduos dos Serviços de Saúde (UTRSS) e duas estações de transbordo, além de monitorar três aterros desativados.
Essa estrutura mostra a complexidade existente por trás de um gesto cotidiano aparentemente simples: colocar o lixo para fora.
O resíduo precisa ser recolhido, transportado e encaminhado de maneira tecnicamente adequada. Quando reciclável, deve seguir para triagem e reaproveitamento. Quando possui características específicas, como ocorre com determinados resíduos dos serviços de saúde, exige tratamento e logística próprios.
Resíduos de saúde exigem cuidado especial
Hospitais, clínicas, laboratórios, consultórios e outros estabelecimentos de assistência à saúde produzem materiais que não podem ser tratados da mesma forma que o lixo doméstico comum.
Na cidade de São Paulo, aproximadamente 40 mil estabelecimentos geradores de resíduos de serviços de saúde estão cadastrados na SP Regula. A Ecourbis é responsável pela coleta na região Sudeste da capital, enquanto a Loga atende o agrupamento Noroeste.
A Ecourbis realiza coleta, tratamento e destinação final desses resíduos em sua área de concessão. Por apresentarem riscos específicos, esses materiais exigem procedimentos próprios de acondicionamento, transporte e tratamento.
É mais uma dimensão de um trabalho que influencia diretamente a proteção ambiental e a segurança sanitária da população.
Preservar rios, córregos e áreas verdes também começa na coleta
Quando resíduos são abandonados nas ruas ou descartados irregularmente, as consequências ultrapassam a questão estética.
O material pode chegar aos sistemas de drenagem, obstruir bueiros, ser carregado pelas chuvas para córregos e rios e contribuir para a degradação de áreas verdes.
Sistemas de coleta mecanizada utilizados pela Ecourbis em determinados locais ajudam justamente a evitar que resíduos fiquem expostos, sejam espalhados por animais ou carregados pelas enxurradas, contribuindo para a preservação de rios, córregos e bueiros.
Por isso, limpeza urbana também é política ambiental.
E cuidar do lixo produzido por uma metrópole é, necessariamente, cuidar da própria cidade.
Tecnologia e sustentabilidade também estão na frota
A modernização dos equipamentos utilizados na coleta constitui outra frente relevante.
Nos últimos anos, a Ecourbis vem incorporando soluções voltadas à redução dos impactos ambientais de sua operação, incluindo veículos abastecidos com combustíveis alternativos. A empresa destaca, entre suas iniciativas, caminhões movidos a biometano e outros projetos de renovação da frota destinados a tornar a operação mais sustentável.
Em uma atividade que exige centenas de veículos circulando diariamente por uma das maiores cidades do mundo, buscar alternativas capazes de reduzir emissões significa atacar também o impacto ambiental produzido pela própria logística necessária à coleta.
Responsabilidade ambiental também passa pela educação
A preservação ambiental não depende apenas de equipamentos, caminhões ou instalações.
Ela exige mudança de comportamento.
A Ecourbis mantém iniciativas de responsabilidade socioambiental e educação voltadas à conscientização da população e das comunidades onde atua. Entre seus programas estão ações ambientais, sociais, culturais e esportivas.
A empresa também mantém o Viveiro EcoÍris, responsável, segundo informações institucionais, pela produção e entrega de mais de 180 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica.
É uma dimensão importante porque o desafio dos resíduos não pode ser solucionado exclusivamente depois que o descarte acontece.
Separar corretamente os recicláveis, respeitar os horários da coleta, evitar descartes irregulares e compreender a responsabilidade individual sobre aquilo que consumimos são atitudes que interferem diretamente no funcionamento de todo o sistema.
Por trás da operação existem trabalhadores
Caminhões, centrais de triagem, aterros sanitários, equipamentos e tecnologia são fundamentais.
Mas nenhum deles funciona sozinho.
Por trás dessa estrutura estão milhares de trabalhadores.
São homens e mulheres que saem diariamente às ruas, muitas vezes sob chuva, frio, calor intenso e durante a noite, para realizar uma atividade essencial à vida urbana.
O coletor que percorre quilômetros acompanhando o caminhão.
O motorista que enfrenta o trânsito da metrópole.
O profissional que recolhe resíduos em vielas onde veículos não conseguem entrar.
As equipes que trabalham nas instalações de tratamento, transbordo e triagem.
Os profissionais que recolhem resíduos dos serviços de saúde.
E todos aqueles que atuam nos bastidores para que essa enorme engrenagem continue funcionando.
Quando esse trabalho é realizado corretamente, muitas vezes passa despercebido.
Quando deixa de ser realizado, porém, seus efeitos rapidamente aparecem.
É justamente essa característica que torna esses profissionais parte de um grupo de trabalhadores essenciais que merece reconhecimento e valorização.
Ecourbis e APREST: parceria em defesa de quem faz a cidade funcionar
A relação entre a Ecourbis e a APREST reforça uma visão compartilhada: serviços essenciais são realizados por pessoas e precisam ser reconhecidos também pelo valor social do trabalho que representam.
A Ecourbis integra a relação de parceiros apresentada institucionalmente pela APREST.
Para a Associação, apoiar empresas e trabalhadores envolvidos em atividades essenciais significa contribuir para a valorização profissional, para condições dignas de trabalho e para o reconhecimento público de categorias que todos os dias ajudam a manter São Paulo funcionando.
A coleta de resíduos é um exemplo emblemático.
Ela protege a saúde pública, contribui para a conservação do espaço urbano, reduz impactos ambientais e permite que uma metrópole com milhões de habitantes continue sua rotina.
Por isso, ao reconhecer o trabalho desenvolvido pela Ecourbis, a APREST reconhece também cada trabalhador e trabalhadora que está por trás dessa operação.
São profissionais que talvez não apareçam quando a cidade acorda limpa.
Mas estão presentes todos os dias para que ela permaneça assim.
A APREST apoia e valoriza quem trabalha para cuidar da cidade, das pessoas e do futuro.

