Recepcionistas e controladores de acesso estão diante de nós todos os dias. Mas será que realmente enxergamos a importância do trabalho que realizam?
Eles estão na entrada de empresas, hospitais, clínicas, condomínios, escolas, indústrias, centros comerciais e órgãos públicos.
São, muitas vezes, as primeiras pessoas que encontramos quando chegamos e as últimas que vemos quando vamos embora.
Por trás de um “bom dia”, de uma orientação ou da autorização para entrar em determinado local existe uma atividade que exige atenção, responsabilidade, organização, equilíbrio e preparo.
É por isso que esses profissionais também fazem parte dos “Invisíveis Essenciais”.
Muito além de receber

A recepção é frequentemente o primeiro contato de uma pessoa com uma organização.
Recepcionistas orientam visitantes, prestam informações, realizam cadastros, recebem documentos, encaminham pessoas e ajudam a organizar o fluxo diário de diferentes ambientes.
Em hospitais, clínicas, UBSs, UPAs e laboratórios, esse trabalho ganha uma dimensão ainda mais humana.
Quem chega pode estar doente, preocupado com um familiar, com dificuldades para se locomover ou simplesmente sem saber para onde deve ir.
Nesses momentos, receber bem também significa saber acolher e orientar.
Em empresas, condomínios e edifícios comerciais, a responsabilidade é diferente, mas igualmente importante. A recepção é, muitas vezes, o primeiro cartão de visitas de toda a organização.
Controle de acesso: atenção que protege
Ao lado da recepção está outro profissional essencial: o controlador de acesso.
Seu trabalho vai muito além de permitir ou impedir uma entrada.
Ele verifica identificações, cadastra visitantes, orienta prestadores de serviços, acompanha movimentações e controla os fluxos de entrada e saída de acordo com os procedimentos de cada local.
É uma atividade que exige atenção permanente.
Ao mesmo tempo, existe um desafio diário: combinar cordialidade com o cumprimento das regras.
Nem sempre é fácil informar que uma entrada não está autorizada, solicitar novamente um documento ou pedir que alguém aguarde uma confirmação.
São situações que exigem postura, treinamento e equilíbrio emocional.
Quando tudo funciona, quase ninguém percebe
Talvez seja justamente aí que esses trabalhadores se encaixem tão bem na série “Os Invisíveis Essenciais”.
Quando uma pessoa chega, é identificada, recebe a informação correta e segue para seu destino, tudo parece simplesmente normal.
Quando centenas de pessoas entram e saem de um edifício de maneira organizada, dificilmente alguém pensa em quem ajudou a tornar isso possível.
O trabalho bem executado muitas vezes desaparece dentro da própria normalidade.
Tecnologia ajuda. Pessoas fazem a diferença.
Totens, QR Codes, sistemas eletrônicos de cadastro, câmeras, catracas, aplicativos e outras tecnologias estão transformando recepções e controles de acesso.
Mas a modernização também exige profissionais cada vez mais capacitados.
Porque sistemas ajudam a organizar informações e equipamentos auxiliam no controle.
Mas ainda é o trabalhador quem precisa ouvir, orientar, interpretar situações e lidar com pessoas.
Por isso, modernizar o setor também significa investir em treinamento e valorização profissional.
Diferentes funções, responsabilidades complementares
Recepcionistas e controladores de acesso possuem funções distintas.
A recepção está mais ligada ao atendimento, informação, acolhimento e encaminhamento. O controle de acesso concentra-se na identificação, autorização e organização dos fluxos de entrada e saída.
Mas, em muitos ambientes, os dois trabalham lado a lado para proporcionar organização, atendimento e segurança.
Quando terceirizados, existe ainda uma responsabilidade adicional.
Para quem chega, aquele profissional também representa a instituição que está sendo visitada.
Por isso, contratar esses serviços não significa apenas preencher um posto. Significa selecionar, capacitar, acompanhar e valorizar pessoas.
APREST: valorizar começa por enxergar
Para a APREST, a evolução da terceirização precisa caminhar junto com a valorização de quem executa os serviços.
Novas tecnologias continuarão chegando. Os processos continuarão evoluindo. Mas as pessoas permanecem no centro dessa transformação.
Para Gilmar Argenta, Presidente e Fundador da APREST:
“Às vezes, basta imaginar um local sem esses profissionais para entendermos sua importância. Quem receberia? Quem orientaria? Quem ajudaria a organizar e controlar a entrada de tantas pessoas? São trabalhadores que encontramos todos os dias e que precisam ser reconhecidos pelo papel que desempenham.”
Talvez exista uma ironia em chamar recepcionistas e controladores de acesso de invisíveis.
Afinal, eles estão justamente onde todos podem vê-los.
Passamos por eles. Pedimos informações. Mostramos documentos. Recebemos orientações. Muitas vezes, nem sequer sabemos seus nomes.
Eles nunca estiveram escondidos.
Talvez a verdadeira invisibilidade esteja em olhar todos os dias para esses trabalhadores sem enxergar o valor do trabalho que realizam.
E mudar esse olhar é justamente um dos compromissos da série “Os Invisíveis Essenciais”.
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